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Quem somos nós.

Meros mortais, um grupo de 8 pessoas que n se conhecem; ou se conhecem; não sei!
Que decidimos em conjunto; ou não a escrever sobre pecados.

No final de cada ciclo, sorteamos o proximo pecado que cada um defenderá, a idéia é cada autor escrever sobre cada pecado, e assim, finalizando um total de 64 posts, 8 visões sobre 8 vícios.

Sejam bem vindos!

sábado, 21 de março de 2009

Ai que SACOOOOOOO


O que se pode dizer sobre a preguiça?! A primeira coisa que me vem à mente é a preguiça ENOOOORME de escrever este post, tanto que eu enrolei o máximo que pude e todos os outros pecados querem jogar água sanitária em mim pra me retirar minha límpida cor azul. AFFFFFFFF

Mas já que pelo péssimo censo de deus, sejamos humanos ao menos para entender que preguiça não é fácil! A cada vez que pensava em escrever este post vinha aquela falta de ânimo e pensava em milhares de outras coisas possíveis e mais prazerosas de se fazer do que isso, como dormir, ver TV ou ler um romance... hehehe...ai o que você acha q eu escolhi??!?!?!!

Mas tem hora que não tem como mais... ou eu escrevo isso aqui ou sou excomungado do círculo dos 8 iluminados pecados. Pois é, essa hora chegou e não tenho escapatória!

Bem, isso que acabei de contar é exatamente o que é preguiça: não ter ânimo pra fazer algo, mas ter para fazer outra coisa que lhe dê mais prazer facilmente, ATÉ o momento crítico em que não se tem mais possibilidade de se “empurrar com a barriga” e continuar curtindo a preguiça... Nesse momento se levanta e se pões em prática o que tanto você enrolou pra fazer, mas pra esse momento chegar... vishhhhhhhhhhhhhh...haja paciência de quem está dependendo de você pra que algo aconteça! NUSSA!!!!

Aí está uma das razões de o mundo estar como está, em particular o Brasil. Lembre-se, eu disse UMA DAS RAZÕES, há muitas outras. Enfim no mundo, quem detém o poder, sem nem saber em geral é a MASSA, são as populações, são a maioria q não está nas instituições governamentais, mas quem disse que eles sabem?!?!?

Até que alguns sabem, mas aí vem a preguiça: “O que adianta eu fazer algo pra mudar essa realidade se a maioria ignorante do povo não sabe nem porque está gritando o que um ativista grita lá de cima ou do meio da multidão!? Eles simplesmente acham que estão certos porque muita gente acha o mesmo então eles têm que estar Tb!”

Outra razão pra preguiça: “AH! Pra que eu vou esquentar a cabeça com esse problema que só vai me dar dor de cabeça eu não ou ganhar nada, apenas gastar mais ainda?!”

É pensando assim que a preguiça se acumula, pois ao invés de todos, ou ao menos uma parcela significativa, vejamos 55%, pensasse assim: “Vou lutar por esse meu direito e vou até o fim, custe o que custar porque assim não vou deixar esse monte salafrário ficar mais rico Às minhas custas! E Assim pelo menos outras pessoas criam coragem também e colocam a boca no trombone!”

Ah! Se pensassem assim! O mundo e o Brasil em especial seria um mundo diferente! Mas infelizmente não é assim, é o contrário...A massa está cansada, aprendem na história de seus países o quanto os poderosos roubaram e vêem sempre as mesmas histórias se repetindo sem que ninguém consiga, por mais atuante e poderoso que seja, ater aqueles atos contra a massa, eles próprios.

Mas aí vem o que eu disse anteriormente, chega ao limite, chega a hora em que não dá mais pra enrolar com a barriga, então se junta um, dois, três,quatro e alguns mais que se expõem e questionam o sistema para melhorar suas vidas e a de todos, mas como sempre são rechaçados e esses poucos pagam todo o preço coletivo daqueles q não tiveram a força e coragem de lutar pelo correto, pelo bem comum.

Essa história continua até que, depois de tantos mártires, a massa grita um basta a partir de um evento simples como uma discussão em um bar, ou então uma briga entre um policial e um transeunte, coisa boba, mas que ativa e faz com que toda a massa sinta dentro de si a raiva e a força para gritar e sair às ruas exigindo mudanças ou o fim!

Aí, amigos, encontramos as características da preguiça.... Só isso...falta de ânimo pra fazer algo que precise de energia ou algo a mais para fazer algo mais prazeroso e fácil de conseguir.

Por isso a Igreja Católica tornou o Ócio pecado. O indivíduo com posses nada fazia além de pensar e refletir sobre a vida, cosmo, política e filosofia. Ao menos era assim na Grécia Antiga, pois hoje em dia ócio é ficar coçando o saco vendo futebol esparramado no sofá com latas de cerveja vazias jogadas no chão e uma loirinha gelada na mão em quanto se arrota, mas para a Idade Média, que é quando surgiu a idéia dos pecados, isso era errado, pois todos deveriam se sustentar de seu próprio suor e não à custa de tantos escravos, à final era o que a “santa” bíblia dizia a seus cegos seguidores. Pensando assim ao menos a massa: os servos, camponeses e urbanos eles conseguiam puxar para o lado dos Católicos, pois a única maneira de se salvar do inferno eterno era ela, a salvação....uahauauhuahauauauahauhauhauahuahauahuahauhauhauahuahauh

Ilusão! Só isso resume o que esses indivíduos tinham...

Mas hoje em dia a preguiça se tornou um problema global, principalmente em países desenvolvidos, não apenas pela falta d reação das sociedades quanto À luta pelos seus direitos, fator PRIMORIDAL, mas sim Tb pela obesidade mórbida ou não...

Esse fato tem se agravado pois cada vez mais a vida moderna tem oferecido facilidades para se efetivar suas atividades e obter mais facilmente prazer sem esforço algum, gerando comodismo e além de tudo aumento de sedentarismo...tudo é ...PREGUIÇA!

Pois é...Abram seus olhos! Todos temos Preguiça, tudo depende do momento..mais nada...

Viu só?! Custei a postar, mas quando postei acho que escrevi de mais,,,é o limite que nos obriga a fazer o que devemos fazer...

Mas aqui vai um conselho da própria preguiça em si: nunca deixem chegar ao limite, as conseqüências podem ser altíssimas, como o fato de eu praticamente ter perdido meu papel de postador aqui...

Enfim...Aproveitem seu prazer, mas nunca se esqueçam que para tudo que você faz tem uma conseqüência, então quando o fizer, esteja de braços abertos pra receber as conseqüências que você pode imaginar E aquelas que você não conseguiu imaginar...

Nossa! Preguiça de mim mesmo...cansei de escrever...deixa eu ir ali ouvir música com a bunda virada pra lua...

Uahauhauhauhauahuahau

quinta-feira, 12 de fevereiro de 2009

Prazer, Carla

Prazer, Carla.

Eu sou uma pessoa invejosa. Me envergonho em dizer isso,
é horrível, e gostaria de jamais ter experimentado
tal emoção na minha vida, mas não tenho salvação
desse vício materno.




Mais uma vez, debaixo da mesma árvore do pátio da escola. Meu caderno ao colo, minha caneta preta descansando entre as brochuras e as pernas cruzadas. Sentada, recostada no tronco, apenas vejo.
O sol da manhã ainda está por ficar mais quente, e o leve vento frio gera o combustível para os demais adolescentes fazerem o que adolescentes fazem nos intervalos.
Hoje é sexta-feira, e não tenho nada planejado para o final de semana, exceto a igreja ao domingo.
Sim, religiosa, e não por obrigação, mas por opção. Quero acreditar em Deus e seus santos, tenho medo do inferno e quero poder salvar o que nessa terra já não vale muita coisa.
Medo de morrer eu tenho muito, pois cada dia acho que não fui uma pessoa boa o suficiente. Que fiz hoje? Absolutamente nada. E meu julgamento no juízo final (se é que haverá um julgamento, ou um juízo, ou ainda, um final) como que fica? Estarei perdida em meio a meus pecados, sou pecadora e preciso de redenção. Vou à igreja e peço a Deus que me perdoe de tudo. Quero ser boa o bastante para entrar no reino bom.
Evito conflitos, evito brigas gerais. Quero a paz mundial. Fico triste ao ver uma pessoa passando fome ou um morador de rua. Sou emotiva o suficiente para tentar sugar as dores dos outros para mim.
Pego minha caneta e continuo meu poema



"Faça-me de trapo
usa meu corpo e abuse-o tanto quanto queira
não valho um trapo
quero ser videira"

Tudo um lixo, será que Graciliano tinha tantos problemas com a escrita? Era tão fácil assim para ele?
Sinto-me inútil. Sou só mais uma garota perdida no mundo, caminhando para o abismo certo, e isso me incomoda profundamente. Incomoda e assusta, sou gata assustada.
Volto a deitar a caneta e olhar o pátio, procuro algo que me interesse, que me distraia. Vejo só as mesmas cenas.
Penso em uma música que gosto, ela ecoa em meus ouvidos mentalmente. A letra não importa, só os instrumentos e a voz do cantor em harmonia já me relaxam mais. Vejo meus colegas de classe se divertindo, as meninas da sala rindo e fofocando, comentando os meninos bonitos e feitos que passam perto, nunca tive isso. Sempre fui tão isolada socialmente que nunca pude aproveitar o que todos gozam diariamente.
Parte por opção, parte por necessidade, não agüentava dedos apontados para mim.
Mal percebi e já havia escrito mais linhas do poema, continuei-o agora com maior consciência.

"Optei por vida morta
Dobrei as dores e as amontoei em fardos
Joguei-os para cima
Agora eles caem de volta na minha cabeça
Os fatos fardos de dores"

Não acho que Deus tenha planos para todos nós, acho que apenas nos joga no mundo e nos deixa jogar o jogo da vida. Um tabuleiro com vários caminhos. No meu caso, fiquei presa no início por muito tempo, e agora começo a tentar me aventurar pelos diversos caminhos.
Vejo todos na minha frente, mas tenho o que mereci por me entregar a treva.
Lá estão todos... Em momentos queria estar com eles, rindo junto com eles, aproveitando a vida junto com eles.
Não gosto muito das Sextas-feiras, todos comentam os planos para o final de semana e eu não tenho nada planejado. A maior emoção que costuma acontecer é quando me colocam para fazer alguma leitura na igreja ao domingo. Todos vão fazer coisas tão mais divertidas. Por que eu não tenho essa sorte? É sorte, a única explicação para uns terem tanta felicidade em suas vidas, e outro absolutamente nada.
Pelo menos tenho minha fé, nada muito forte, mas algo com o que me preocupar e achar que no final ainda sairei por cima.
Vendo-os volto a me perder em meio a pensamentos e o poema já passou de uma página do caderno. Havia virado a folha e nem dado por mim. A mão continua em seu movimento vivo independente de minha vontade.

"Por meu globo de cristal vejo
Observo
Não o futuro, mas o presente alheio
Sofro ao ver o paraíso soberbo
E refletido na imagem convexa existe uma sombra
A minha torta imagem facial
Marginal"

Sou muito mais madura do que as outras meninas da sala, ou até mesmo da escola. Escola de bairro sempre é o mesmo. Todas preocupadas em exibir namorados e ficantes. E os meninos vão pelo mesmo caminho, exibindo ficadas e transas.
Nunca namorei, e apesar da idade que tenho, beijei apenas duas pessoas me minha vida. Quero alguém que me complete, que me ame, e não somente uma transa ocasional.
Não ligo para coisas materiais, diferente dos exibidos de classe média alta daqui. Para mim o básico basta.
No intervalo, em poucas olhadas, vejo tudo isso e sempre falo comigo mesmo as mesmas coisas.
Vejo os mesmos grupinhos estereotipados. As mesmas piadas inter-grupais.
Escuto as mesmas piadas dirigidas a mim.
Nada de muito interessante.
Um menino está conversando com uma menina um ano mais nova. Ele está convicto que o fato de estar uma séria à frente vai garantir um beijo rápido, pois não falta muito para o intervalo acabar.
Três meninas da minha sala estão olhando para uma máquina comentando futilidades.
Estou sentada, debaixo de uma árvore escrevendo palavras aleatórias em meu caderno de sempre.
Acho que me sou carente de atenção. Não! Não posso pensar isso. Muito egoísmo de minha parte. Não, não é esse o problema.
Um menino gordinho vem descendo as escadas a frente que davam acesso as salas. Deveria estar na biblioteca. Passa pelos outros adolescentes. Muitos os olham, com um olhar indiferente, acusador, olharem similares quando eu estou passando. Vejo a cena, um calor sobre por dentro. Quem são eles para olhar os outros assim? Queria estar junto deste menino e defendê-lo.
Não sou forte o suficiente. Queria ser como os populares, convictos e com atitude, queria poder levantar de meu lugar e encarar cada um.
Mas não o faço.
Essa posição social em que sou largada me frustra.
Mais linhas escritas entre pautas

"De um sub-mundo quero assunção
erguer-me aos céus
Quero viver como os deuses
Total redenção
Quero o poder dos demônios
a fé dos pagãos
e festas regadas de gulosos vômitos"


Em muitos momentos me pergunto o porquê eles podem e não merecem. Exatamente, esses quaisquer podem tanto, têm tantos direitos, conseguem tantas coisas, são tão felizes, e ao menos têm noção de tudo isso. Estão inertes mentalmente no próprio êxtase da vida social que não conseguem enxergar que tudo o que eles têm são invejados por tantos outros.
Inveja, sim, isso se chama inveja. O que eu sinto deles é puramente inveja. Mas eu não quero sentir isso. Não me julgue mal, ou ache que sou apenas mais uma vilã de filme ou série, sou apenas uma pessoa normal, que inveja a facilidade que alguns têm em determinadas coisas. Seria inveja ou senso de justiça. E a justiça não seria uma forma organizada da realização dos invejosos?
Não queria sentir isso, rezo em missas todas as semanas pelos sentimentos horríveis que sinto as vezes. Justo eu, como pode ser?
Gasto dias e dias pensando em uma forma de pensar puramente ou julgar algo que vejo, até mesmo evitar o julgamento, mas é inevitável, inerente a meu ser não pensar desse jeito. Na maioria das vezes meu pensamento ultrapassa a velocidade de minha consciência. Quando consigo retardá-lo já me vejo perdida em meio a diabólicas emoções.
Quero algumas prisões, algumas mortes e algumas derramas. Quero um HobbinWood do século XXI que faça a justiça aparecer.
Quero o apocalipse hoje, a revelação e o julgamento dos justos.
Serei justa? Estou sendo certa? Como posso desejar o mal aos outros desse jeito?
Vejo uma onda psicodélica de martirizações dolorosas que estou montando para me castigar. Estou pecando, não estou certa.
Malditas patrícias que têm tudo dos pais. Ordinários playboyzinhos que transformam os finais de semana em bacanais infindáveis.
Como eu queria acender nessa sociedade desgraçada. Meus sonhos giram em torno de uma bela segunda em que chegaria mais bonita, mais alta, mais sexy do que sou hoje. Conversaria com qualquer um que chegasse a minha frente e perguntasse como foi o final de semana. Descreveria meu lindo namorado que havia me chamado para transar em algum lugar inesperado. Como queria matá-las de ódio, de inveja.
Sim, queria transplantar meu pecado nelas. Livrar-me dele o mais rápido possível.
Não consigo evitar o pensamento, eu tento evitar, mas seu sabor é pecaminosamente delicioso.
Quantas rezas farei no domingo para que Deus me perdoe por hoje?
Deus, me tire esses pensamentos.
Pensar é pecar?
Se não for, a inveja não deveria ser um pecado. Exatamente.
Sentir raiva é diferente de agredir alguém. Ninguém pode ser culpado por ter raiva.
Todos os outros pecados envolvem fazer algo, uma ação (ou falta dela). A inveja, diferentemente, não necessariamente exige uma ação. Aliás, caso ela vire uma ação ela passa a assumir alguma outra característica.
Querer ser mais linda que as outras é totalmente diferente de se tornar mais linda por maquiagens, compras excessivas e cirurgias plásticas. Querer ter finais de semana melhores que os outros é muito diferente que se drogas em festivais eletrônicos. Imaginar transar luxuriosamente mais que o outro é diferente de ser uma prostituta gratuita.
O outro, o outro. Desgraça! Odeio pensar nisso, mas não consigo fugir.
Talvez esteja ai o meu problema. Todo mundo me evitava enquanto eu queria estar com todo mundo. Fui rejeitada querendo estar entre os julgadores. Queria ser mais uma romana.
Já que não sou, agora, quero ser não algo de bom para mim, quero ser algo melhor que ELES. Somente eles. O resto não me importa.
Não quero ser diferente do mundo, quero ser igualmente melhor que ELES.
Fazer com que todos queiram estar do meu lado, me usar como exemplo.
Vou sim a igreja, quero que um dia alguém dê valor a isso e comece a me elogiar. Elogios, só peço elogios.
É pedir de mais?
Droga, estou pensando cada vez mais obscuramente, pareço só mais uma bruxa. Sou uma bruxa, mas as vezes acho que nem pra ser alguma coisa ruim eu serviria.
Queria destaque, sair do globo de vidro e ser colocado em pedestal.
Querer ser o que não posso ser. Ter a capacidade de escolher, pois estou sempre em total consciência, entre um caminho e outro e preferir aquele que sei que não devo.
Não devo, é tortura nítida, mas é minha necessidade. Querer não somente mais estar no meio daqueles que critico aqui.
Estar um passo, só um passo, a frente deles, para julga-los a meu ver, organizá-los a meu bel prazer.
Tornar as coisas certas. Exatamente. Quero ordem.
Tornaria um lugar melhor com a minha ordem. Onde ninguém iria mais criticar o outro por ser diferente. Meu desejo: acabar com a inveja. Terminar com esse maldito pecado induzido. Sim!
IN-DU-ZI-DO
Não seria assim ou pensaria demoniacamente assim se não fossem as pessoas. Quero acabar com esse pensamento.
Nem a pior das pessoas merecem senti-lo. Talvez sim. Mereçam senti-lo aqueles que nunca precisaram sentir, aqueles que geram isso na gente. Na minha gente.
Minha gente que se encolhe num canto, sentam debaixo de árvores, esgueiram por entre corredores, sentam nas primeiras carteiras, ficam em casa, dormem cedo. Minha gente que sempre anda de cabeça baixa.
Somos vítimas da inveja. Não a queremos. Quem quer inveja?
A inveja é feita para duas pessoas: as doentes e as excluídas.
Sou excluída.
Ninguém quer desejar o mal a ninguém, desejar não ir para cima, pois não preciso necessariamente melhorar. Aliás, acho até mais conveniente que eles percam tudo e fiquem pior do que minha forma atual. Continuaria do jeito que sou e minha revanche seria a mais ideal possível. Faria os reis virarem escravos dos camponeses.
Só penso isso pois fui obrigada a pensar assim, mas não queria, ao menos, precisar imaginar coisas assim.
Minha mente é meu infinito cárcere. Estarei fadada a morrer mergulhada em vótex de conceitos psicanalíticos.
Cansei de tudo isso, estou ficando louca. Peco e não quero pecar, mas me da vontade de continuar minha caminhada na vida.
Meu pecado me da forças para lutar contra o medo da morte e do julgamento. Pois quero continuar até o último segundo acreditando que a justiça será feita.
Minha inveja me tornará forte para combater tantas Segundas-feiras vierem, em que meu estado moribundo pós Domingo será quebrado pelos sons alegres de meus colegas de classe disputando quem teve o melhor final de semana.
Irei usar da inveja para conseguir o que quero, e assistir meu objetivo.
Essa sensação está se tornando muito forte, esta inundando meu corpo e posso ver minha alma indo mais próxima ao inferno. Estou condenada. Quero me condenar eternamente para satisfazer meus anseios por justiça.
Sinto tudo ao mesmo tempo.
"Carla, Carla" Olho para cima e vejo um menino da minha sala me chamando. O intervalo havia acabado e eu não escutara o sinal.
Ele apontou para meu caderno, a caneta havia estourado. Odeio quando essas canetas vagabundas estouram na minha mão. A tinta espalhara por quase toda a extensão das páginas abertas. Minha mão estava negra e gotejando líquido viscoso.
Quase todos já haviam se direcionado para as respectivas salas. Deixei o caderno no chão, levantei, observei cuidadosamente minha mão, que bagunça.
Agachei-me para pegar o caderno. Quando pus minha mão nele observei um canto ainda intacto pela tinta.
Algumas palavras do poema que havia escrito durante o intervalo ainda haviam se salvado. Li-as.
Gelei. Tremi. Peguei o caderno com raiva, direcionei-me ao lixo, e pouco antes de jogá-lo lá para nunca mais vê-lo novamente, reli as palavras que, novamente, bateram na minha cara e me fizeram sentir medo do julgamento final mais uma vez:









"...Eu quero ser
melhor que você
..."

quarta-feira, 21 de janeiro de 2009

Vaidade, O pecado do SER

A vaidade...Ah, sim!
Este é um pecado dos mais dolorosos e deliciosos de se cometer e dos mais difíceis também. Pois não recompensa sempre ao pecador imediatamente e exige que seja cometido de forma impecável.
Dentre todos, este é o que pede mais dele, o que envergonha aonde este, 'não é': superior, magnífico, supremo, adimirável, invejável, apetitoso, perfeito e belo...

Vocês podem muito bem e equivocadamente acharem que conhecem muito de vaidade nos dias de hoje, com este culto desenfreado e desmedido ao corpo e a forma perfeita, mas a verdadeira vaidade vai muito além das meras aparências.
Estas são apenas um débil e pálido reflexo superficial da verdadeira vaidade em todo seu poder.

O verdadeiro vaidoso não se permite, nunca sequer concebe ser menos que o mais amado, o mais querido, o mais desejado, o mais inesquecível e insubstituível na vida das pessoas e por onde quer que passe.

O verdadeiro vaidoso morre quando é menos que o único. Sua alma se alimenta de todos os olhares, da adoração e até mesmo da cobiça alheia.
Quem peca por vaidade não vê vida fora da magnitude, da excelência e da superioridade sobre a grande maioria. Seja esta excelência moral, emocional, material ou estética.
É um pecado metafísico, que sacia o sentimento do ser.
É uma questão de ser ou não ser, de vida ou morte, de glória ou humilhação, de tudo ou nada.
Um vaidoso reconhece outro vaidoso, o resto é platéia; Aplausos em potêncial...

Os outros podem facilmente confundí-lo com "uma pessoa maravilhosa, generosa, iluminada" ou com uma pessoa de sorte por ter achado a felicidade plena no amor e num casamento de quase 50 anos, ou mesmo por ter encontrado equilíbrio, serenidade e paz interior invejável ou por ser bem sucedida na vida profissional, isto depende do que ele julgar como mais adimirável.

O vaidoso não suportaria viver sem as carícias da glória sobre o que chama como vida.

E nunca se sabe..Porquê uma pessoa realmente vaidosa é aquela capaz dos gestos mais nobres da face da terra, dos sacrifícios mais adimiráveis, dos sentimentos mais profundos e raros.

A beleza, seja ela abstrata, interior, moral ou material não lhe pode escapar ao apetite voraz.
Mas ninguém o pode julgar ou pensar que este não é verdadeiro em suas emoções e sentimentos.
Por vaidade, se torna justo o mais verdadeiro dentre todos. E jamais se permitiria menos...
As lágrimas e os sentimentos mais delicados podem ser belíssimos e finos "apetrechos".
Aqueles à quem a vaidade beijou, são imortais de alguma forma.
Astuciosamente se eternizam das mais inusitadas e belas maneiras.
Estes sempre fazem algo de grandioso para sobreviver a sua condição efêmera.
E quanta inspiração, talento, sensibilidade e genialidade não está repleta a História das artes e da humanidade como um todo?

Quantas obras-primas de grandeza e beleza inquestionáveis, quantos bravos heróis notáveis, de ideais adimiráveis façanhas ou mesmo mártires de bondade incomensurável, hoje não são adimirados através dos séculos, tendo teus bustos esculpidos e exibidos com todas as honras para que as futuras gerações nunca se esqueçam de suas façanhas gloriosas, de seu explendor ou genialidade?

Não...Em definitivo.Isto que vemos na sociedade atual, nunca foi vaidade.
Este culto a "casca" perfeita é apenas um grito dos demais perante a constatação de sua infinita e irremediável banalidade efêmera e de seu destino descartável, como um copo plástico, e ordinário em meio a milhares.
E mesmo que a vaidade não seja perdoável, quem pode dizer que não é o dentre todos o que mais compensa?

domingo, 11 de janeiro de 2009

Let' s Talk About... PLEASURE!


"E se eu achar a tua fonte escondida
Te alcanço em cheio, o mel e a ferida

E o corpo inteiro como um furacão

Boca, nuca, mão e a tua mente não"

[Todo Amor Que Houver Nessa Vida - Cazuza]



Desperte os seus cinco sentidos e quantos mais você tiver, a Luxúria está entre nós para saciar todos eles.


Certamente é o pecado mais hedonista de todos, muitas vezes indo além das quatro paredes de um quarto e se manifestando em muitas outras formas de prazer. É o pecado que violenta os seus sentidos a fim de te levar às mais variadas formas de êxtase. Mexe com as suas fantasias, fraquezas e delírios mais íntimos. É o pecado que faz com que alguns encontrem o prazer até mesmo na dor.


Falando da luxúria em seu estado mais primitivo, eu diria que ela é o impulso básico que nos colocou aqui hoje. Conclusão óbvia, não?


Somos animais. Não vou entrar no mérito da racionalidade ou não- racionalidade, o fato é que somos animais e disso (ainda) não podemos escapar. Como bons animais que somos, continuamos a guardar em nossos corpos resquícios de uma época em que não podíamos contar com outra coisa para sobreviver em um mundo naturalmente hostil, além de nossos instintos. Então, se pensarmos por este viés, pode- se encarar a Luxúria como um mecanismo de sobrevivência. Mas - animais espertos que somos- descobrimos que este nosso instinto também é uma inexplicável fonte de prazeres. Mas, como disse anteriormente, esta é uma visão primitiva da Luxúria.


Com nossa suposta evolução (seja lá o que isso signifique), fomos desvendando a poderosa máquina que é nossos corpos, descobrindo todas as possibilidades e tirando o máximo proveito dos prazeres que nos foram revelados. Mas acontece que, de um momento para outro, se tornou um pecado grave entrar em contato e assumir nosso lado primitivo. Nossos instintos foram chamados de irracionais e aprendemos a negar o nosso lado animal.


Abarrotados de uma culpa judaica- cristã que nos é incutida silenciosamente desde o momento de nosso nascimento, a maioria de nós passa a vida tentando disfarçar a Luxúria que permanece latente. Inventamos sentimentos, nomes e justificativas. Tomemos como exemplo o amor: Perdoem-me a franqueza, mas ninguém faz amor. As pessoas transam, trepam, fodem... Chame como quiser, mas não me venham com essa de amor. Não, isto não é uma negativa da existência do amor, especialmente do amor- romântico. Acontece que esta é apenas mais uma expressão inventada para nos aliviar a culpa de nos deliciarmos com prazeres tão carnais, tão animalescos. Sendo o amor um sentimento dito tão sublime e refinado, tornar a Luxúria parte do amor a torna menos animal. Vamos aos fatos: Por mais que você ame alguém, ninguém desperta seu corpo simplesmente por amor. É preciso bem mais que juras de amor, que encontro de almas: É preciso encontro de corpos com todos os cheiros, visões, toques, gostos e sons que este encontro implica. Para que haja tal encontro, o amor e até mesmo a paixão são absolutamente dispensáveis, mas nem sempre a recíproca é verdadeira. Quantas lindas histórias de amor não viram seu fim chegar por falta de Luxúria?


A verdade é que simplesmente não conseguimos abdicar dos prazeres, sejam quais forem. Se não for pelo sexo, buscamos sentir o prazer em outras fontes. A Luxúria é inexorável. É o que faz com que alguns vivam alguns segundos no paraíso ou que outros acendam um cigarro no fim da noite para tentar prolongar a sensação de bem- estar.
Seja como for, todos estamos sempre em busca da petite mort que a Luxúria nos causa.

Eu sou a Luxúria, e o prazer todo seu...



*Imagem: O Jardim das Delícias - Hieronymus Bosch (1504)

quarta-feira, 7 de janeiro de 2009

Sim! Eu sou o oitavo pecado.


Oi,
Eu sou o oitavo pecado.

É, pois é, sou o amor. Mas baaaaaa, não vermelho nem rosa como imaginam, sou branco, a totalidade de todas as cores e não vá pensando que vai encontrar aqui aquelas palavrinhas ridículas regadas de um sentimento todo meloso e fantasioso que vendem por ai em bancas de revistas e em filmes da Walt Disney.

Acorda otário!

Aqui é a realidade; sou EU; o amor; aquele sentimento que vai detonar a sua vida, tirar suas noites de sono com pensamentos mesquinhos de como preparar a armadilha ideal para capturar seu objeto de desejo, sou eu quem vai devorar seu cérebro e te fazer persuadir até a mais pura alma com pensamentos sórdidos e egoístas que vão desde flores estrategicamente escolhidas, não só para seu objeto de desejo mas para demonstrar a quem estiver lá vendo, que esta pobre alma já tem dono e que este sabe como compra-lo como ninguém, até objetos e utencílios que as vezes nem te agradam mas que se usam na cama ou na alma para aprisionar o objeto amado.

Eu te estudo a cada segundo, sei de suas fraquezas e vou me valer delas para te atormentar, nem que para isso eu tenha que matar ou trazer alguém a vida.

Nesse jogo vale de tudo, não há escrúpulos nem decoro.

A palavra não, não pertence ao meu dicionário e diferente da paixão que é passageira, eu nunca me canso, afinal SOU ETERNO o que me dá o tempo suficiente de lhe ter em minhas mãos.

E não se faça de rogado colega, eu não tenho escrúpulos e nem você, podemos juntos construir um milhão de máscaras e sermos camaleões, sou seu amigo lembra? Só estou aqui para ajudar doa em quem doer, desde que não seja em mim; aliás dizem que não há dor melhor que a dor de amor.

E não se faça de desentendido seu cara de pau. Você pediu por mim sua vida inteira, lembra?

Do tipo: - " nossa eu gostaria muito de viver um grande amor" ou “ que lindo aquele casalzinho de mãos dadas se beijando no cinema... poderia ser eu né? aliás, nossa como ele é gatinho... e aquela baranga.... a se fosse eu ali... pois é, poderia ser eu, ou... pode!”.

A humanidade pede por mim a cada dia e em meu corpo há sete tatuagens de quem eu realmente sou e das minhas sete caras... pensando bem, vou ser sincero com vc, afinal todos nós temos que assumir nossas raízes mesmo que não tenhamos orgulho dela.

Minha primeira cara não foi eu quem criei, na verdade nasci desta faceta por inspiração divina mas adorei a idéia e aprimorei é claro.

Deus em sua infinita bondade colocou um casal de ramsters para correrem em uma bolinha redonda chamada paraíso e os alimentava e saciava diariamente. Eu ali deitado sobre aquele céu azul, começei a observar aqueles dois bichinhos que hora caminhavam, hora comiam, hora dormiam e tornavam a caminhar saudando seu dono e abanando suas caudas a cada vez que sua mão abençoada lhe afagava a pêlo, opss um erro; ramister não tem rabo... será que é por isso que os fanáticos teimam em dizer que somos ingratos com a mão que nos alimenta?
Pode ser; abanar só as mãos para Deus não basta, temos as vezes até que literalmente explodir o rabo... mas continuando.
Estava eu deitadinho em minha divina preguiça quando observando debilmente aquela cena repetitiva fui invadido por um marasmo enorme de ver tudo se repetir eternamente, pensei, caralho! Será que isso é paraíso? Não tem nem uma semana que estou aqui e já estou de saco cheio disso tudo! Pra mim isso é sonho da terceira idade ( no caso de Deus nem sei, milhonésima quarta idade? Nunca vamos saber...), sobra água fresca, bonitas paisagens e é claro trabalho nunca: - “está tudo a mão meu filho, é só pegar!”.

Amigo, não quero isso eternamente para mim, cadê a emoção?

Fui então papear com Adão, mas ele era tão a semelhança de Deus que estava achando tudo maravilhoso como estava. Tadinho, era novo demais para entender...

Eu tinha que fazer alguma coisa! Esse cara está completamente alienado, está doidão sem eu nem ter inventado droga nenhuma ainda! Tenho que salvá-los e a mim mesmo é claro.
Daí vem Eva, toda humilde e com cara de sonsa.

- Onde você vai amiga?
- Pegar água pro meu senhor Adão, você quer também meu amiguinho?
- Não, mas posso te acompanhar?
- Sim, é claro!
- Eva, me diz uma coisa, você não se sente mal sendo usada como apenas mais um membro do Adão? Afinal vocês dois foram feitos do mesmo material praticamente iguais e blá blá blá...

E essa conversa durou um bom tempo, no início Eva não me deu muita idéia, mas Quando Adão cansou de esperar e mandou que ela andasse, logo vi a oportunidade que precisava reluzir amarela como ouro a minha frente, daí foi fácil como extrair o suco da laranja, criei dois pecados de uma vez a avareza e a gula com a fruta mais suculenta, mas essa história vocês podem ler na bíblia.

Dei uma melhorada na forma de procriação criando a luxúria e uma esquentada nas coisas acrescentando a inveja em Caim, o que é claro gerou a ira de Deus, que eu mais tarde aprimorei. O que deixou o criador roxo de ráiva e expulsou a galera toda do suposto paraíso. Ele é vaidoso demais pra aceitar opiniões.

Mas isso é outra história chata. A preguiça, não me deixa nem tentar continuar.

Refletindo melhor eu é quem deveria ser venerada, afinal sou a serpente que tornou sua vidinha monótona mais emocionante, e aliás se não fosse por mim nem aqui você estaria, sua mamãzinha ainda estaria sendo escrava de Adão, que foi o primeiro vagabundo da humanidade.

Eu resolvi isso, e durante seu crescimento te mordo sete vezes com mais ou menos intensidade em cada uma das mordidas, mas o suficiente para pôr em você um toque de cada veneno, o que se você pensar bem é uma forma de lhe fazer realmente viver.

Duvida?

Para pra pensar meu bem, te amo tanto que fiz de nossa vida um inferno só para te dar mais emoção.

Isso sim é amor.

EU SOU CAPAZ DE TUDO PARA LHE FAZER ....

KKKKKKKKKKKKKKK

se está esperando ler, FELIZ. Nem pensar amigo, isso é chato, prefiro acrescentar...

SOFRER.

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Algumas pessoas descordam de mim e me enchergam apenas como luz, Lúcifer tambem era visto assim até que caiu sua oitava máscara.

Pensei então em lhes mostrar alguns exemplos, não que lhes deva direito de resposta e sem querer ofender, mas sim por ser divertido observar como escondo tão bem meus tentáculos e que ainda me enchergam como a melhor coisa da vida, a qual não se vive, Ehehe, concordo, viver sem mim é vegetar sem emoções,mas vamos lá.

A primeira regra geral é que um tem sempre que amar mais que o outro, mesmo que seja a sí mesmo, e quem age assim já sai perdendo de cara neste jogo de xadrez, é o que move sempre a primeira pedra.

O ser humano tende a fazer por seu objeto de desejo tudo quilo que gostaria de receber, nem que seja um pouquinho.

quando você diz "Eu te amo" você quer ouvir "Eu te amo infinitamente mais minha vida"

kkk

Quando você dá um presente caro ou um barato mesmo (se for feito por você pior ainda, trabalhos manuais ou são por avareza ou são um manual de instruções), no mínimo você quer um agradecimento bem caloroso talvez regado a cama ou que "aquele filho da puta se lembre de nosso aniversário de casamento", ha sim, ha presentes também que chegam a nós como forma de pagamento pela vista grossa da esposa ou ainda para tirar da conciência o peso de ter comido a boazuda da amiga dela.

Se você sobe no pauco dos micos de um karaokê qualquer e diz "Essa vai para meu namorado fulano como prova de amor"

Amigos cuidado!

Ignore os guinchos dela ao microfone e preste atenção na letra da música, alí está implícita ou explícita uma mensagem do tipo "olha pra mim pelomenos enquanto minhas amigas estiverem perto", "eu perdoo a sua traição mas fica comigo como troféu do segundo tempo", "que dia você vai me pedir em casamento?", "você só me faz sofrer", " quero trepar com você (falando de um modo bem meloso é claro)", "Vou me casar com esse corno por dinheiro mas a lua de mél é na sua casa se você quiser".

Ah é, não podemos esquecer o comodismo, que mantem unido metade da população e que só perede para as aparências que no fundo não enganam ninguem.

E por aí vai o mundo dos amantes, regado de rancor, de pedidos de socorro, de vontades, obseções e é claro tudo muito bem regado a sexo, mesmo que seja com outros, outras ou com todos.

To mentindo?

Mente pra mim que não, mas no fundo no fundo você sabe que é verdade.

Tudo bem, tem o tal amor de mãe e filho que é único, mas se tem boletim com nota ruim "essa peste do SEU filho só me dá trabalho" " O Capeta, você não faz nada que presta, só me deu trabalho desde que nasceu", mesmo que para os vizinhos a frase seja " Meu filho nunca me deu trabalho, é um anjo".
ehehe
Só lembrando, os anjos que aparecem na bíblia são maus pra caramba ou no mínimo muito sacanas, do tipo "Aqui Maria, você ta fudida principalmente nascendo judia! O Cara lá de cima mandou te avizar que você vai parir o filho dele, e não tem o que discutir, só to te avizando, há me esquecí, faz planos pra ele só até os 33 tá! ( Nem direito a uma divina fodinha, só problemas).

Os outros anjinhos, jogaram fogo do céu, mataram crianças e ainda comemoraram tocando trombetas. Não se esquecendo de quem te dá a grande notícia do tipo "velho seu tempo acabou" é o amável anjinho da morte.
Pense bem antes de chamar seu amado filhote de anjinho da mamãe, anjos não tem sentimento colega.
Nas novas postagens abrirei vistas a depoimentos de "Amantes anônimos".
Até apróxima

domingo, 4 de janeiro de 2009

O ópio do povo, a riqueza e o crêr.


Antes de tudo acho importante sabermos o que é avareza:É o apego excessivo e descontrolado pelos bens materiais e pelo dinheiro, priorizando-os e deixando Deus em segundo plano. É considerado o pecado mais tolo por se firmar em possibilidades.Na, concepção cristã, a avareza é considerada um dos sete pecados mortais, pois o avarento prefere os bens materiais ao convívio com Deus. Neste sentido, o pecado da avareza conduz à idolatria, que significa tratar algo, que não é Deus, como se fosse deus.Avareza, no cristianismo, é sinônimo de ganância, ou seja, é a vontade exagerada de possuir qualquer coisa. Mais caracteristicamente é um desejo descontrolado, uma cobiça de bens materiais e dinheiro. Ganância. Mas existe também avareza por informação ou por indivíduos, por exemplo.Para o avaro, os bens materiais deixam de ser um meio para aquisição de bens e serviços e para a satisfação das necessidades, mas um fim em si.A avareza opõe-se à virtude da generosidade.Ainda de acordo com a definição usual, valores imateriais como a inteligência, cultura, arte, beleza e amor não existem para o avarento, pois tais elementos são abstratos e não podem ser convertidos em dinheiro.O avarento renega aos próprios desejos e necessidades para ter apenas uma possibilidade de gozar do fato de poder possuir um pouco mais de dinheiro em suas economias. (fonte: Wikipédia)

Israel voltou a bombardear a Faixa de Gaza. Os hebreus sempre foram guerreiros, agressivos, ocupadores de terra, como documentado no Velho Testamento. O seu deus patriarcal os protegia com raiva e furor contra os seus inimigos, isto é, os povos que já ocupavam a Palestina antes deles. Os cristãos ocidentais lêem ou rezam a Bíblia, sem o menor senso crítico, como convém a qualquer religião. Os salmos de Davi são um poético hino guerreiro, que os religiosos lêem supersticiosamente como se fossem a palavra de Deus. Deus é um conceito usado para justificar qualquer barbaridade que interesse a determinado povo ou grupo social. O pensamento mágico ou religioso é uma força tão poderosa quanto irracional. Se submetido à razão, seria fraco pensar, pusilânime, sujeito às dúvidas na hora de agir. Como a disciplina militar exige rapidez e incontestabilidade, precisa do hábito religioso de obedecer cegamente. Quanto mais cegamente, melhor. Por isso os muçulmanos também precisam usar sua religião de defesa contra a agressividade ocidental e judaica. Não é de estranhar que sejam tão religiosos ou mais quanto os israelenses e seus aliados norte-americanos. Esses são vitoriosos e se dão ao luxo de nem todos serem religiosos. Aqueles, derrotados e humilhados, precisam mais ainda da religião, como consolo e força para defender-se. Por isso, os muçulmanos se dão com freqüência ao martírio. Os homens-bomba se munem de justificado ódio e crença cega no seu paraíso, para se imolarem nas ruas de Israel ou nas Torres Gêmeas de Nova York. Israel já é bastante laico e ocidental: não se vê judeu se queimando na rua, eles preferem lançar bombas e mísseis sobre os miseráveis palestinos apinhados na Faixa de Gaza. E já estão se coçando para destruir o Irã. Não admitem nenhuma potência militar no Oriente Médio, além de si próprios. Atacar ou não o Irã deverá ser um dos primeiros testes para o suposto bom mocismo de Obama. Ele permitirá ou fechará os olhos para as loucuras do seu aliado incondicional? Iraque, Afeganistão, Irã, Palestina, Paquistão são os brinquedos de guerra mais urgentes de Estados Unidos e Israel. Não deixa de ser um desafogo para nós da América Latina, que ficamos um pouco esquecidos como objetos de ira do imperialismo ianque. Bolívia, Equador, Venezuela, Cuba podem fazer suas aventuras sem risco imediato de invasão ou bombardeio. O Brasil pode dormir em berço esplêndido ou até ensaiar algum passo ousado que o seu tamanho lhe permita. E as religiões continuam a domar os cérebros e submeter os povos a senhores terrenos tão ditatoriais quanto o próprio conceito de deus onipotente e onisciente. Por vezes, vive-se em regimes ditos democráticos, sem ditadores vitalícios, com eleições para troca de titulares do poder, com jornais e tevês livres, isto é, submetidos ao interesse econômico e político de seus donos, mas os povos continuam ideologicamente dominados pelo pensamento religioso, esperando que sua penúria seja remediada por Deus, Nossa Senhora, Yemanjá, Jeová, Jesus, ou pelas loterias semanais. As loterias são o sucedâneo laico para deus. Quem enriquece se esquece de deus. Não é que a riqueza seja inimiga do divino. Os americanos continuam bovinamente religiosos e agressivos, imperialistas. Mas a pobreza precisa de consolo e esperança bovina da religião, como remédio contra o pânico. Isso não prova que a religião seja um remédio necessário para a humanidade. Só prova que a humanidade é carente e pobre e apela para a religião como um ópio temporariamente salvador. Enquanto isso, Israel continua seu genocídio contra os palestinos da Faixa de Gaza,num território minúsculo e dos mais densamente povoado. Tudo em nome do Grande Israel, herança da Bíblia, o monumento sagrado que manteve os judeus unidos e dispostos a qualquer guerra de sobrevivência ou de expansão imperial.

sexta-feira, 2 de janeiro de 2009

O doce sabor do que é não é INGERÍVEL.

Começemos pelo começo.
Sou a GULA, tenho fome, tenho desejos, e nunca me satisfaço. A palavra pouco não faz parte do meu vocabulário... Então que demos início ao início...

Temos uma vida?
Isso é tudo o que sabemos. A morte é a única certeza.
Então o meu conselho é: Exagere!
Acredito que o mundo nada mais é que uma grande roda da fortuna, num dia se está no topo, no outro em baixo, num dia a sorte sorri pra você no outro ela se torna um jogo de azar, mas entre idas e vindas, topo e superfície, o fato é: você pode dar o maior número de giros que conseguir, mas a vida (a roda), sempre te levará para sua origem inicial. O começo.
Não importa o que você faça para tentar pará-la numa casa que atualmente está conveniente pra você; saiba: - Você vai subir, mas daqui há algumas poucas casas, você irá descer de novo.


E assim é a vida, uma montanha-russa de emoções, de surpresas, de incertezas.

Acredito que o sentimento, a arte de “se apegar”, pode ser a ruína de um homem.
Já que Bons homens nunca são ingeridos e sim cospidos.

Aja por instinto, não aja por sentimento.

Não queira se perdurar a nada, queira se saturar.

Desperte sua Gula, sua insatisfação.

Todos sabemos que o caminho da vida só tem um destino: O fim.
Por isso meu conselho é: - dê a maior numero de voltas possíveis.

As pequenas coisas da vida podem ser essenciais para que você tenha um fim digno.
conheça o mundo todo, veja lugares lindos, e lugares nem tão lindos assim; sinta a alegria de povos e a desgraça de tantos outros. (Quando o mundo é pequeno, tudo, Tudo se torna pouco).


Vomite experiências, e se puder não as recicle, as engula.

Acorde! O mundo não é essa redoma de cristal em que você provavelmente vive com sua medíocre vidinha alienada, com seus cinco amigos desde os tempos de escola, com sua ambição restrita a se casar, ter filhos, um carro, uma casa, um emprego politicamente correto e um cachorro.
O mundo é grande, existem mais 200 bilhões de pessoas sem ser as que você conhece, culturas a serem exploradas, lugares a serem vistos, paixões a serem vividas.


Viva intensamente.

É isso que satisfaz uma alma, o gostinho de saber que se pode ter mais, a sensação de insatisfação, de fome, de querer tudo.
Hoje me recato optando pelo que quero de verdade, gostaria de ter usado a palavra equilíbrio, mas creio que esta seja a única palavra que desconheço o significado. (ou que prefiro desconhecer).


Temos opções o tempo todo e ainda as temos, mas não queira ter que escolher, queira tudo de uma vez.
Não queria beber e cair na noite, usar algo que te leve para um realismo fantástico, queira todas as opções e tenha certeza, é vantagem que as considere.

Não queira viajar para a Itália, queira fazer um mochilão pela Europa toda.
Nunca se satisfaça com um amigo, e sim se delicie com um estádio cheio de conhecidos.
Nunca queira um amor ou uma paixão, queira uma pessoa que seja capaz de te dar o dois.


Nunca opte por viver simplesmente, Mas sim, em viver o máximo.
Não seja uma pessoa que se contenta com o que tem e considere mesquinho quem se contenta.
Queira mais, Ambicione poder ser eterno, para conhecer o mundo todo, cada cantinho, cada realidade, queira ser eterno para conhecer todas as pessoas, com suas manias, seus defeitos, suas ambições, suas maldades, queira experimentar todas as iguarias e as nem tão boas assim, passar por todas as experiências, de dor, de prazer, de viver, sentir todas as cores, saber todos os segredos, entender sobre tudo, conhecer todos os deuses, desejar todos os desejos, estudar todas as Histórias, sofrer todas as dores, experimentar todos os gostos, todos os gozos, morrer de todas as formas, escutar todas as músicas, ler todos os livros, assistir a todos os filmes, falar todas as línguas, experimentar todas as línguas, andar sobre a água, ir à lua, dar a volta ao mundo, ser um Atlas, carregá-lo nas costas, comer todas as comidas, usar todas as drogas, viver.


O mundo é muito mais, o mundo é vida, é mente, carne, sangue, o mundo é gente, é História, o mundo é além da terra.

O segredo de poder entender o que nos interliga, quais são os portais, as dimensões, o limite, quais são nossas conexões, quem somos, o que somos. É essa busca que importa.
Sei que não somos apenas humanos, com fraquezas, medos, Preconceitos, sonhos.


Somos muito mais, nos amamos, nos deixamos amar; uns amam o mundo, outros apenas os que estão a sua volta, alguns amam a si, outros não amam nada.
Essa capacidade de amar, de gostar. De se deliciar com algo é que me deixa inteiramente confuso.
Observo atento a um copo de suco de laranja a minha frente; que suco é esse?
A laranja que o fez, daria o mesmo gosto ao suco se tivesse sido espremida por outra pessoa? Ou colhida por outras mãos? Teria o mesmo tom? A mesma consistência.
Não. Não e não; nunca teria.
E é por isso que temos que experimentar todas as opções.
Não nasci pra ser igual, não quero abraçar o mundo de uma só vez.
Quero espremê-lo até ver do que ele é feito.
Quando isso acontecer talvez saberei o gosto doce da felicidade ou o amargo da desgraça.


Não temos tempo, a ampulheta da vida não para. Não seja medíocre ao ponto de achar que será eterno.

Você irá morrer, então antes que isso ocorra. Coma! Coma! Tudo o que puder, todas as experiências, nunca se contente com pouco. EXIJA mais.


Adão e Eva nunca se curvaram á normalidade de uma vida perfeita, desafiaram, comeram a maçã, o paraíso não era o limite, eles queriam mais....
E por mais que suas vidas tiveram dificuladade, foi uma vida que teve significado.
Seria então nescessário cometer o pecado da gula, para que se tenha uma vida significativa?

Vivemos numa sociedade alienada, presidentes embebidos pelo gosto do poder, somos tropas que caminham na direção que nos é mandada, vestimos o que nos impõe, assistimos o que nos é enfiado goela abaixo, sentimos o que a fábrica do capitalismo constrói sobre nossas mentes, nossos sentimentos são calculadamente pensados.

Você está satisfeito?

É essa sua visão de viver?

Que seja. Somente peço que não interfiram na vida daqueles que não se contentam com essa "normalidade social perfeita"
que vocês chamam de [viver].

Mas antes de julgar, decida o que você quer, como quer ser lembrado.

Não digo para que saiam "vivendo" a vida a doidado.
Descubra primeiro o que é viver intensamente para você.
- Sair pelo mundo a fora, estando em portos diferentes, conhecendo pessoas novas,
se isso pra você é viver. Que bom! vá.
- Talvez para você viver, seja, casar, ter uma fámilia e viver em paz.
Bom também. Vá em frente.
Não me entendam mal. Mas quando digo viva!
digo: Encontrem seu paraíso pessoal e lute por ele, o tempo todo.
Viver não é fácil.
Mas saber o que quer pra si.
é uma tarefa de uma vida toda.
Por isso não perca tempo; começe já a sua busca infinita.

Eu sei o que eu quero?

Não sei ; Nunca sei ; mas uma coisa é certa , quero ser lembrado como o cara que viveu, cada minuto, cada sabor.
quero mesmo é conquistar o mundo.
Depois que conseguir, penso em alguma outra coisa melhor pra fazer.

E você?

já sabe o que quer?